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O Segredo da Esmeralda

08.02.17

As Cronicas Da Beth: A APARIÇÃO DO ARCANJO RAFAEL

Esmeralda
Passava férias numa zona calma onde o único som da noite era o canto dos grilos e o som surdo do mar lá longe. As vivendas iguais eram muradas à volta e os passeios tinham acácias com as suas cores e cheiro característico. Era noite, madrugada. Ouvi o som de uma travagem perto do muro das traseiras e por obra do acaso, fui à janela. Uma carrinha tinha parado debaixo de uma das árvores enquanto o condutor falava ao telefone e esbracejava ferozmente. Mas o que mais me intrigou foi a (...)
01.02.17

As Cronicas Da Beth: SOFRIMENTO ATROZ

Esmeralda
O pobre vive num sofrimento atroz. Nem sei como explicar. Entretém-se de janela para janela em busca de coisa alguma. Valem-lhe os vizinhos que param para um dedo de prosa. Conversa puxa conversa, o tempo vai passando ligeiro. Sempre se distrai, mas eu sei quem ele procura. Aquece o seu corpo franzino ao sol, como se este lhe desse o tão necessário alimento. Embrenha-se em cada diálogo como se nada mais houvesse para fazer. Mas eu vejo que o seu olhar vai sempre mais além. Procura o (...)
25.01.17

As Cronicas Da Beth: MENDIGOS DA CIDADE

Esmeralda
Todos os dias passo pelo jardim e dou conta dela à janela. Admiro o seu semblante recortado pela luz da lua que também ela contempla. Ao luar, tudo parece coberto com um manto de magia. Do seu miradouro lá no alto, vislumbra a cidade com os seus pontos de luz brilhante como se fossem milhentas estrelas numa festa. O horizonte parece sempre disforme e tem sempre uma luz difusa onde se percebe o recorte dos prédios e das colinas. Conhece todos os habitantes das redondezas, não (...)
18.01.17

As Cronicas Da Beth: UM DIVÓRCIO FORÇADO

Esmeralda
Rufus não aguentava muito mais. Estava num estado em que a mente se confundia. Tão depressa sentia aquela dor que lhe tomava todo o corpo como se mil facas o trespassassem, como no segundo seguinte a sua vida de outrora estava bem à sua frente, numa realidade sem precedentes. Lembrava-se de o seu primeiro dono o levar a ele e aos irmãos numa caixa de papelão de onde não conseguiam fugir. Escutava os gemidos de angustia da sua mãe e os seus chamamentos em vão. As suplicas para que (...)
11.01.17

As Cronicas Da Beth: NÃO FUI CONVIDADO PARA JANTAR

Esmeralda
Há muito que sonhava com aqueles dias passados na montanha, naquela casa de madeira que tão bem conhecia. A correria dos dias na cidade mata-nos um pouco e já ansiava pela fresquidão das manhãs nas terras altas. Dava por mim a imaginar-me a beber das fontes sempre a correr e que nem o gelo do inverno as fazia parar. Por ali, só mesmo as águas das fontes e os ventos corriam. Pareciam crianças nas suas infindas brincadeiras. Passei todo o primeiro dia a dormitar e pouco do que (...)